INTRODUÇÃO
“Nova Criação™ — empresa de geração de capital simbólico” parte da elaboração de um conceito cuja formalização se sustenta na criação de “eventos”, onde as dimensões da intersubjectividade e da participação são os alicerces principais. O projecto consubstancia-se no estudo de três obras basilares que propõem uma abordagem teórica à condição “gasosa” da arte contemporânea e suas ligações com várias áreas do pensamento, da história de arte ao design, passando pela filosofia e pela sociologia. As obras são “A sociedade do Espectáculo” de Guy Debord, “A arte no estado gasoso” de Yves Michaud e “A Estética Relacional” de Nicolas Bourriaud. A obra de Debord existe nesta equação apenas como ponto de partida, pois o seu estudo foi largamente desenvolvido e re-aplicado ao tempo presente pelos outros dois autores. A “sociedade do espectáculo” definida por Debord é o momento histórico em que o mercado passa a ocupar totalmente a vida social e em que o capital chega a um estado tal de acumulação que se transforma em imagem, mas esse modelo foi ultrapassado nas duas últimas décadas por um outro, no qual o indivíduo deixou de ser um agente passivo, puramente receptivo, das actividades ditadas pelos imperativos do mercado. Ao invés, o consumo televisivo regressa ao conceito de jogo, no qual todos podem, de facto, ser famosos; trata-se aqui do reino do “Homem Infame”, definido por Foucault, o indivíduo anónimo e ordinário que é bruscamente colocado debaixo dos projectores mediáticos. Somos assim convidados, e cada vez mais, a ser os “figurantes” do espectáculo, e já não os seus consumidores. Esta assunção tem servido de campo teórico-prático de elaboração das propostas artísticas criadas pelos três criadores deste projecto nos últimos anos; e com esta nova criação apelidada de “Nova Criação”, pretende-se fazer evoluir esse campo de acção, independentemente da formalização concreta do objecto, e para lá da sua dimensão mais imediata: a convocação do olhar do espectador para dentro da construção efectiva da obra. Porque acreditamos que não é possível entender a arte de hoje mediante discursos teóricos oriundos das décadas anteriores, sobretudo no que respeita à dimensão “material” das obras (como descodificar produções artísticas aparentemente intangíveis e efémeras, sejam elas processuais ou comportamentais?), pretendemos construir um objecto artístico que reflicta de forma crítica estes pressu-postos. Num mundo regulado pela divisão do trabalho, pela ultra-especialização e pela lei da rentabilidade, o objectivo dos governos é que as relações inter-humanas sejam efectuadas de acordo com princípios simples, controláveis e repetíveis. A “separação” suprema constitui o último estádio preconizado por Guy Debord de encontro à “sociedade do espectáculo”, sociedade essa na qual as relações humanas já não são “vividas directamente”, antes se distanciam na sua própria representação “espectacular”. E é aqui que se instala a principal problemática da arte de hoje e também aquela que queremos convocar para este projecto, através de uma contra-proposta estética baseada numa ideia de “interdisciplinaridade” crítica: se o “especialista” é aquele cujo domínio de acção é cada vez mais restrito que há-de chegar o dia em que ele irá saber tudo sobre nada (Georges Gusdorf citando Chesterton num dos seus estudos sobre a interdisciplinaridade), então queremos que “Nova Criação” seja um espaço concreto de inflexão teórica que tenha na figura do espectador/consumidor a sua principal tese, antítese e síntese. Para tal, gostaríamos de esboçar quatro paradigmas, que brotam de cada uma das obras principais em estudo e também das concretizações práticas já realizadas no âmbito do projecto e apresentadas publicamente durante o ano de 2010:
1.º PARADIGMA
A forma relacional e as utopias da proximidade
Porque já não é possível inventar “formas” novas, então o “novo” já não pode ser um critério possível de interpretação/descodificação da obra. Não é, contudo, a modernidade que está morta, mas a sua versão idealista e teleológica. A arte deve continuar a anunciar um mundo futuro, “modelizando” no hoje os universos possíveis do amanhã. Lyotard viu nisto uma “condenação”. Mas e se esta “condenação” é na verdade a fuga possível para a História? Aprender a melhor habitar o mundo que temos, em vez de o tentarmos conceber de acordo com uma ideia preconcebida de evolução histórica, é a via que nos parece possível e é aquela que queremos propor com “Nova Criação™”. Não pretendemos, portanto, a criação de uma realidade imaginária e utópica, mas antes a constituição de modos de existência ou modelos de acção dentro do próprio real existente. “Nova Criação™” será, assim, um projecto absolutamente situacionista, que pretende “apanhar o comboio em marcha que é o mundo” (roubando as palavras de Althusser), em vez de o tentar mudar. Propõe-se, assim, uma experiência artística inserida no próprio interstício social, e não inspirada nele. “Nova Criação™” será menos um “espaço a percorrer” e mais uma “duração a comprovar”, uma abertura à discussão infinita. O estado da sociedade de hoje é o estado do encontro possível entre os homens, daí a sua inter-subjectividade, daí o seu enfoque no encontro entre obra e espectador, daí a sua insistência na elaboração colectiva de sentido e na criação de uma estética de teor comportamental. “Nova Criação™” será portanto o espaço concreto de produção de uma socialidade específica, “modelizando” mais do que representando. Mais do que “obra”, o projecto pretende assumir-se como “actividade humana” baseada nas leis do comércio (como toda a arte, aliás), constituindo-se ao mesmo tempo como objecto e sujeito de uma ética específica: a sua única função é a de se expor a esse mesmo comércio.
2.º PARADIGMA
O capital simbólico
Porque já não é possível criar...
[paradigma em construção]
3.º PARADIGMA
O triunfo da Estética
Se já não é possível equacionarmos a hipótese de uma “criação nova” (dois anteriores paradigmas), então resta-nos a partícula autoral, a imagem de marca (registada), a dimensão meramente “visual” (num sentido mais próximo do design que das artes visuais propriamente ditas), a estetização possível de um conceito, que tem ser comunicado (leia-se: vendido, comercializado, difundido...). É com Yves Michaud que chegamos, assim, à síntese possível dos dois paradigmas anteriores: se os conceitos de “novo” e de “criação” são inoperacionais, ficamo-nos pelo “™”. Trata-se este de um paradoxo que Michaud também antevê quando estuda as transformações operadas no mundo da arte na passagem do milénio — o paradoxo deste projecto será, assim, o paradoxo da época em que vivemos: a “beleza” está em todo o lado, tudo é artístico e as “obras de arte” (no sentido moderno do termo: obra de arte como objecto a ser contemplado religiosamente num museu) desapareceram, para dar lugar a uma “beleza” difusa, ou “gasosa”. Este artístico volatilizado em éter estético fez transitar a dimensão material e visual das obras de um plano objectual para um plano experiencial (residual). Os artistas transformam-se assim “produtores de experiências” e a arte deixa de ser substancial, para passar a ser processual. Neste paradigma, os protagonistas deixam de ser as obras e os seus criadores, para passarem a ser aqueles que as olham — é o observador que faz a obra. Isto não significa o fim da arte, mas sim o fim do seu regime objectual: as obras desaparecem dos santuários da arte (que se tornaram entretanto em meios de comunicação de massa, em supermercados culturais) para se apropriarem do mundo cultural como um todo: do design à moda, passando pela cirurgia estética e pelas indústrias do gosto. Já não vivemos em arquitectura, portanto; vivemos em design. Neste sentido, “Nova Criação™” podia afirmar-se, com o devido distanciamento crítico-disciplinar, um “objecto de design”, capaz de servir o maior número possível de pessoas e passível de se adaptar a circunstâncias (sociais e outras) completamente diferentes. Mais do que imaginar espaços de acção (construção feita pela arte moderna), “Nova Criação™” propõe soluções para os habitar, numa abordagem ao mesmo tempo ergonómica e ecológica, informada pela ocupação das formas e pela utilização das imagens, sendo que a única forma possível reside no tal “encontro dinâmico” entre uma proposição artística e outra proposição, artística ou não. A forma artística não está na obra; ela é antes mediatizada por uma obra: a “Nova Criação™”. A forma só ganha consistência quando se coloca no jogo das interacções humanas, no diálogo, na habitação de um mundo comum. Ao binómio clássico “mostrar uma obra/ver uma obra”, queremos com “Nova Criação™” antepor um binómio paralelo: “promover uma obra/receber uma obra” — só assim estaremos sintonizantes com a era do “Visual” (Michaud) na qual nos encontramos emersos há já bastante tempo (pelo menos desde a massificação global da Internet).
4.º PARADIGMA
A arte como anúncio
Após ter sido um evento em si (a pintura clássica), e depois de ter passado pela fase do seu próprio registo gráfico (Jackson Pollock, performance dos anos 60/70, etc.), a obra de arte é hoje um mero anúncio de qualquer coisa por vir, ou que jamais irá acontecer. Após a síntese do paradigma anterior, este 4.º revela-nos o modus operandi de “Nova Criação™”: um projecto que propõe a construção de uma estratégia de comunicação (mais ou menos propagandística) que se quer rizomática e que funcione em rede. Apoiando-nos nos estudos recentes que vêem na aceleração das trocas informativas e na propagação reticular das novas tecnologias o advento de um novo paradigma que afecta a nossa própria percepção da realidade, queremos que a ideia “Nova Criação™” seja viral e fortemente disseminada — diz-se mesmo que uma informação que não seja “disseminável” (spreadable), não tem qualquer valor. A essência do Humano é a sua trans-individualidade, feita dos laços que unem os indivíduos entre si em formas sociais; este jogo inter-humano deverá ser a pedra de toque de todo o projecto “Nova Criação™”, baseado num materialismo que é absolutamente aleatório (pois está relacionado com a ideia de encontro e relacionalidade) e numa praxis que será programática (denominação bastante certeira para o tipo de trabalho que muitos artistas desenvolvem hoje: a obra como um conjunto de unidades reactiváveis por um observador/manipulador).
CONCLUSÕES
1
Toda a arte, hoje, é uma arte “in situ”. Não se trata de uma mera inspiração na configuração espacial ou arquitectural do espaço de exposição, mas antes um profundo inquérito sobre o contexto geral da exposição/apresentação: a sua estruturação institucional, as suas características sócio-económicas, os seus actores.
2
Todas as obras de arte propõem um modelo de sociabilidade, que tanto pode ultrapassar o real ou traduzir-se nele. As formas artísticas só são democráticas se permitirem que o espectador as complete. Não podem apresentar uma certa simetria fascista, portanto. Têm que ser incompletas, têm que se fazer legitimar por um critério de coexistência que precisa, sempre e inexoravelmente, do outro.
3
O mundo é constituído por encontros materiais e aleatórios. A arte também é feita de reuniões de signos e formas feitas pelo acaso de forma caótica. Queremos com “Nova Criação™” começar por criar o espaço no interior do qual o encontro pode surgir. Assim, “Nova Criação™” não apresentará o resultado de um trabalho; ela será o trabalho ele mesmo, ou o trabalho que aí vem...
4
Nova Criação™ é, portanto, um espaço de enunciação. A sua possível concretização será sempre a concretização da sua impossibilidade, ou seja, a concretização de uma promessa, de uma “bande-annonce” (como diria Bourriaud).
5
Também por isso, e na senda do Gusdorf, a “Nova Criação™” é um projecto interdisciplinar (palavra que cada vez se usa menos, mas que cada vez significa mais). Não é trans, não é anti, não é a-disciplinar. É mesmo inter, no sentido em que caminha por dentro e por entre. Não está dentro de nada, não é intra. Mas também não está fora de nada, não é extra. É inter porque percorre um caminho “pelo meio de” (ou “através de”) uma proposta para a criação não de um não-lugar, mas de um lugar-onde, real e efectivo.
6
“Nova Criação™” será, em última instância, um “sítio” (no sentido de site, virtual porque o virtual é o novo real) onde possamos parar para pensar, confortável e descontraidamente — uma espécie de “lounge” conceptual.
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quinta-feira, 31 de março de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Event
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Anti-restaurant — the recipes!
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NOW, DO IT YOURSELF!
As receitas dos pratos mais carismáticos dos Anti-Restaurants Nova Criação™ 2010 estão a ser publicadas diariamente no blog "Vou À Tua Mesa", escritas por Chef Ró e convidados. A seguir.
Mais informações sobre o Anti-Restaurant Nova Criação™ aqui.
Mais informações sobre o Chef Ró aqui.
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NOW, DO IT YOURSELF!
As receitas dos pratos mais carismáticos dos Anti-Restaurants Nova Criação™ 2010 estão a ser publicadas diariamente no blog "Vou À Tua Mesa", escritas por Chef Ró e convidados. A seguir.
Mais informações sobre o Anti-Restaurant Nova Criação™ aqui.
Mais informações sobre o Chef Ró aqui.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
The Event
Anti-Restaurant Nova Criação™
um projecto gastronómico-artístico de Cátia Pinheiro, José Nunes e Rogério Nuno Costa
16 a 18 de Dezembro - Espaço Teatro Praga (Poço do Bispo)

Quinta-Feira, 16 de Dezembro - Anti-Restaurant de Natal Brasileiro
Sexta-Feira, 17 de Dezembro - Anti-Restaurant de Natal Japonês
Sábado, 18 de Dezembro - Anti-Restaurant de Natal Escnadinavo
Mais informações, menus e reservas em:
http://anti-restaurant.blogspot.com/
um projecto gastronómico-artístico de Cátia Pinheiro, José Nunes e Rogério Nuno Costa
16 a 18 de Dezembro - Espaço Teatro Praga (Poço do Bispo)
Quinta-Feira, 16 de Dezembro - Anti-Restaurant de Natal Brasileiro
Sexta-Feira, 17 de Dezembro - Anti-Restaurant de Natal Japonês
Sábado, 18 de Dezembro - Anti-Restaurant de Natal Escnadinavo
Mais informações, menus e reservas em:
http://anti-restaurant.blogspot.com/
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
The Perfect Nippy

"Perfection is an imaginary state distinguished by its improbability. A much-quoted chauvinistic example is living in an English cottage with American central heating, a Japanese wife, a chinese cook, and a French mistress. A notion of imperfection is a country where the Germans are the police, Finns the comedians, Italians the army, Belgians the pop singers, Spanish run the railways, English are the cooks, Irish the waiters and the language is Dutch. Like most generalizations, both examples contain a germ of truth."
Alan Fletcher in The art of looking sideways
domingo, 11 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
DEPARTAMENTO DE MARKETING E RELAÇÕES PÚBLICAS
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NOVA CRIAÇÃO™
empresa geradora de capital simbólico
—testes promocionais—
brevemente...
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NOVA CRIAÇÃO™
empresa geradora de capital simbólico
—testes promocionais—
brevemente...
segunda-feira, 5 de abril de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
O TOM DELA
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Boa!
Então a lista de coisas a trazer (se bem me lembro):
—TRAZER
—NÃO TRAZER
Isto também poderiam ser as "Regras do Bom Performer em Residência".
Acho que é tudo,
Zé

@Rogério Nuno Costa, "Espectáculo de Teatro" [residência], 2008 (imagem de arquivo)
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Boa!
Então a lista de coisas a trazer (se bem me lembro):
—TRAZER
- O Engenheiro do Tempo Perdido
- F for Fake
- (não me lembro — sei que falámos do de Duve, do Danto e das coisas da vigilância, mas não me lembro se irias trazer alguma coisa relativamente a isso)
- Câmara de filmar (opcional)
- Cérebro (caso se aplique)
- Pinto
- Sol
- Calções de banho (preferência por corres garridas e primaveril contrastantes com a paisagem bucólica da Serra do Caramulo)
- Roupa quente (isto não é Marrocos!)
—NÃO TRAZER
- Uma virose gastro-intestinal (já chega a da Cátia)
- Um crítico que venha atrelado a ti ou te persiga de Lisboa até cá (excepção feita caso o crítico venha na bagagem da camioneta dentro de uma mala e previamente espancado)
- Coisas velhas que remetam para o imaginário poético do sotão da avó
- Metáforas
- Livro de cozinha rápida para os amigos da Nigella Bites
Isto também poderiam ser as "Regras do Bom Performer em Residência".
Acho que é tudo,
Zé
@Rogério Nuno Costa, "Espectáculo de Teatro" [residência], 2008 (imagem de arquivo)
domingo, 28 de março de 2010
AESTH(ETHICS), II
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NEW CREATION™
our headquarters, part 2




1+1=3
A Meeting Between Two Creates Something New
Beckmans School of Design showcase
This year, the final-year students in Product Design at Beckmans College of Design have created an alternative meeting place in Greenhouse at the Stockholm Furniture Fair. The students have created a space to inspire informal gatherings of people, in the same way as you would meet spontaneously about town - sitting at the edge of a monument, on a front porch or a flight of stairs. The furniture in the showcase are based on indivdual briefs to create a specific type of furniture. In contrast to what is usually the case in Greenhouse, where many prototypes are for view only, the students have encouraged the visitors to interact with the furniture and the space. As a a bonus this year, the third-year students have collaborated with the second-year Advertising and Graphic Design students in creating a catalogue and a film:
MORE
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NEW CREATION™
our headquarters, part 2




1+1=3
A Meeting Between Two Creates Something New
Beckmans School of Design showcase
This year, the final-year students in Product Design at Beckmans College of Design have created an alternative meeting place in Greenhouse at the Stockholm Furniture Fair. The students have created a space to inspire informal gatherings of people, in the same way as you would meet spontaneously about town - sitting at the edge of a monument, on a front porch or a flight of stairs. The furniture in the showcase are based on indivdual briefs to create a specific type of furniture. In contrast to what is usually the case in Greenhouse, where many prototypes are for view only, the students have encouraged the visitors to interact with the furniture and the space. As a a bonus this year, the third-year students have collaborated with the second-year Advertising and Graphic Design students in creating a catalogue and a film:
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